Nhornhe Express

[ Domingo, Abril 20, 2003 ]

 
A pior situação de todos os tempos da última semana...



NHORNHE só no electro: LIFE ON MTV, da MISS KITTIN
EDUARDO OLIVEIRA [5:01 PM]

 
Com a proximidade do meu aniversário, aí vai uma sugestão de presente...



NHORNHE ainda funciona ouvindo OASIS- MORNING GLORY

EDUARDO OLIVEIRA [4:39 PM]

 
Só p descontrair... hehehehe



NHORNHE funciona ouvindo OASIS- MORNINGGLORY
EDUARDO OLIVEIRA [4:36 PM]

 
Oi moçada.Quinta-feira, na UFAM, nós tivemos um debate a respeito da ¿indústria da fofoca¿. Nossa professora, a Ivânia (gente finíssima), colocou uma observação de um outro professor nosso, o Narciso. Ele disse que, no domingo, no caderno de cultura de um jornal local saíram DUAS páginas de fotos de um casamento. Pois bem, ele colocou que, num já mísero caderno de cultura, duas páginas de FOTOS de um casamento são informações inúteis.
Partindo desse princípio, houve toda uma discussão na sala: São inúteis mesmo? Se não, para quem elas são úteis? E pra quê?
No meio do debate, começamos a falar dos veículos de comunicação que jorram, aos litros, um monte de informações para nós sobre a vida de atores, bastidores de novelas, casos bizarros que exploram a desgraça humana ¿ Márcia Goldsmith, Ratinho, que muitas pessoas julgam como inúteis e vãs (de novo: inúteis mesmo? para quem? pra quê?). As justificativas na defesa desses veículos aparecem o tempo todo: isso é o que o público quer, dá uma audiência danada, repercute legal e essas coisas todas. Já na busca das soluções, as coisas são mais complicadas...
Sem querer justificar tudo isso, expus meu ponto de vista: disse que essa curiosidade, esse impulso de querer saber da vida dos outros é uma característica inerente do ser humano. Assim, em maior ou menor grau, todos nós compartilhamos dessa vontade.
Acredito que, por sermos seres sociais, que têm consciência da vida dos indivíduos e das variáveis que aparecem nela, é natural que queiramos, de algum modo, estar ciente dos que ¿os outros¿ andam fazendo. Quando falo a respeito disso, não digo pensando somente na Xuxa, no Dhomini, ou no Ratinho: quem não tem curiosidade de saber o que anda fazendo um velho amigo de infância, um(a) ex-namorado(a), um primo distante??
Acho que o que acontece é que não fica claro, aos cidadãos, a real utilidade desse tipo de informação: num primeiro momento, em nada me será útil saber o que um primo distante anda fazendo. Portanto, pouco me esforço para alcançar tal informação. A maior parte de meus amigos e aqueles que convivem comigo também pensam assim. Pra quê saber o que a Adriane Galisteu anda comendo?
Só que muitos dos brasileiros, especificamente, não tem esse esclarecimento. Sem essa percepção, que só é conseguida por uma boa formação familiar, leitura mais elaborada, educação mais eficaz (fatores disponíveis para uma minoria, reconheçamos), nossos compatriotas ficam expostos, quase que o tempo todo, a esse tipo de informação.
Disse ainda, na sala de aula, que esse é um impulso natural, mas não necessariamente consciente: o raciocínio a respeito da utilidade das informações às vezes, por causa de uma sólida formação, passa despercebido a nós. É um processo feito há tanto tempo, que se torna natural. Por influências positivas, valores firmes e/ou personalidade (quase totalmente) construída, a reflexão sobre o valor desse tipo de dado já é feita de forma automática, sem que precisemos ¿consultar¿ nossa ¿máquina pensadora¿. Passa por aí também a questão do tempo em nossa sociedade: sempre temos trabalho a fazer, deveres a executar- nunca temos uma folga para pensar num(a) longínquo(a) ex-namorado(a). Isso sem falar na generalização que aplicamos: eventualmente, talvez encontremos informações de fato úteis, mas no dia-a-dia dizemos que ¿tudo¿ é lixo. E toda generalização é perigosa...
Nem preciso dizer que meu raciocínio ¿psicológico¿ ganhou umas caras feias. Reparei que, assim que terminei de falar, o povo ficou entre o ¿é, é um bom argumento¿ e ¿vixi, nada a ver, o que que esse cara tá falando?¿. Foi um dado a mais que coloquei na discussão, mas de modo algum acho que isso justifica a existência de toda uma indústria que lucre e se sustente com isso. Só acredito que essa curiosidade, essa sede de saber da vida dos outros, não deve ser vista como algo feio, reprovável ou negativo, uma idéia muito em voga por aí. Como característica que todos nós compartilhamos, ela só precisa ser trabalhada, de modo que seja canalizada pra coisas realmente necessárias.
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Nhornhe é curioso que só ele. De vez em quando, até acha coisas realmente bacanas...



NHORNHE escreve, pensa, tecla e ouve MANÁ- ME VALE (tudo ao mesmo tempo!!!)

EDUARDO OLIVEIRA [4:24 PM]

 
Moçada, vamos testar o novo template...

NHORNHE ao som de OASIS-DON´T LOOK BACK IN ANGER
EDUARDO OLIVEIRA [4:14 PM]

 
Oi gente, esse é o meu novo blog. Por motivos de maior conveniência, e porque aqui nós podemos inserir figurinhas entre os posts, o Sêo Nhornhe vai dar lugar ao Nhornhe Express. Com exceção do nome, do servidor (e das figuras e fotos, lógico), o negócio é o mesmo: vou colocar aqui algumas impressões minhas, além de fazer uma espécie de diário... espero que vocês curtam tanto quanto eu, certo?

Abraço

NHORNHE ouve ZWAN, a nova banda de Billy Corgan (ex-Smashing Pumpkins), com DESIRE


EDUARDO OLIVEIRA [4:12 PM]