"We're so young and so gone, let's chase the dragon from our home!"
(Anderson/Butler)
Suede, "So Young"
* Alguém aí sabe qual é fórmula?
* Semana passada ouvi no rádio a música nova do Lulu Santos, "Melô do Amor". Acho esse cara muito arrogante, e um tremendo filho da puta. Eles escreve umas coisas tão bregas, mais tão bregas, porém não dá: tem sempre uma música que cola no teu ouvido, um verso que você tem que concordar, algo que tira ele do saco das porcarias absolutas. Pois bem, eu ouvi a música e passei o dia cantando o refrão. Tentei disfarçar, deixar pra outro dia, fingir que não era comigo, mais o dito cujo foi mais forte. Passou o dia na minha cabeça, me incomodando, latejando, e terminei por puxar a mp3 da canção.
* Pô, será que eu sou tão vulnerável assim as ondas sonoras ou isso ocorre com todo mundo? Ouvi a música numa única ocasião e, literalmente, viajei nela. "Melô do amor" tem um clima cool, assim de romance, de abraçar namorada, de falar no ouvidinho, de sofá e luz de velas... Porque será que tem músicas que são assim? Parece que elas tem vida própria, são mais interessantes que as pessoas que você convive, mais estimulantes que qualquer estimulante, mais prazerosas que certos mimos da pessoa amada...
* A parada é meio bizarra, né?

EDUARDO OLIVEIRA [11:23 PM]
"De onde vem o jeito tão sem defeito
que esse rapaz consegue fingir?
Olha esse sorriso tão indeciso
Está se exibindo pra solidão
Não vão embora daqui
Eu sou o que vocês são
Não solta da minha mão
Não solta da minha mão"
(Marcelo Camelo)
Los Hermanos, "De Onde Vem a Calma"
Chegando devagarzinho: dê- érre- ó- pê-ésse!!
* Caralho, Preta Gil na TRIP desse mês. Jorge Mautner disse: "Dá uma vontade louca de beijar a boca da cantora!"
* Volta às aulas na próxima segunda: é pra rir ou pra chorar?
* O que tá faltando pra deixaram de dar moral e ibope (literalmente) pro Gugu? Esse povo deve gostar de ser feito de otário...
* Se o show da Charlie Perfume foi bem rock'n'roll, o Pier Vibe (20/9) merece uma conferida. Vai ser música eletrônica até de manhã!!
* Alguém aí pode me explicar a graça de tomar cerveja? E não vale dizer "experimenta!"

EDUARDO OLIVEIRA [2:20 AM]
"Pra que toda essa inteligência
Se você põe tudo a perder
Engana que pensa mas não pensa
Se rende pro mal e não pro bem"
(Guto Goffi/ Frejat)
Barão Vermelho, "Seremos macacos outra vez"
Pezinhos que correm atrás da bola (e cabeças que não sabem pra onde correr)
* Semana passada eu fui no jogo do Brasil. Quem me conhece, sabe que minha atração por futebol é quase nula. O último campeonato brasileiro que acompanhei, desde o ínicio até o fim, é o decano de 1995, num chute razoavelmente bem-sucedido.
* Assim que soube que a Seleção jogaria em Manaus, tratei logo de comprar meu ingresso. Foi uma coisa meio impulsiva, sem pensar (de vez em quando, quase nunca, eu faço isso). Agora, com a proximidade do acontecido e com o jogo propriamente dito, algumas questões me vieram à cabeça...
* Durante muito tempo, sempre achei futebol uma coisa meio supérflua. Não via muito sentido em acompanhar um esporte que não gostava, jogado por gente que não conheço e que moram láááá pra baixo. Aquela velha conversa de 'paixão nacional' nunca fez juz aqui em casa, sempre me pareceu uma baita de uma idiotice.
* Movido pelo inusitado da coisa e pela vontade de, ao menos uma vez na vida, conferir um jogo da seleção, compareci ao Vivaldão mais pela bagunça do que para acompanhar os jogadores, cuja maioria nem conheço.
* A primeira comparação que fiz foi com o Coliseu do Império Romano: uma coisa grotesca, selvagem, baseada puramente em nossos instintos violentos. É aquele lance: você escolhe um pra torcer e ou outro pra se fuder (literalmente!). Aí vale de tudo: falar grosso no meio da multidão, chamar de puta a mãe dos outros (ô profissão ingrata essa de juiz...), ficar mostrando músculos e fazer comentários estúpidos, ficar bêbado... as mulheres vão na mesma: tem quem encha a cara, "vista" uma microssaia, queira chamar a atenção da macharada...
* Naqueles noventa minutos, nem pareceu que fazem uns 20 séculos que separam o Coliseu do Vivaldão. A balbúrdia, o êxtase pro qual o pessoal se entrega, a agressividade... gente, já estamos no século XXI!! Alôôôô...
* A seleção obteve um placar magérrimo, o que favoreceu a impressão ruim que eu tenho de futebol. A condição a que você é submetido- te reduzem a um descerebrado total, obrigado a gritar e demonstrar lealdade sem propósito, também. Ainda vem sujeito com um papo bem medíocre... pô, quer dizer que agora minha condição de brasileiro orgulhoso de sua terra tá condicionada a isso? Ah, dá um tempo...
* Desse modo, vou fazer como qualquer brasileiro que preza seu dinheirinho e seu tempo: vestir a camisa amarela e sair erguendo a bandeira do Brasil somente em Copas do Mundo, e com uma certa moderação. É mais fácil, mais prático, economiza tempo, dinheiro e a gente se diverte pra caramba! Acho que já é o suficiente...
* Tá bom assim, né?

EDUARDO OLIVEIRA [5:35 PM]
* Acabei de escrever para alguém que eu gosto bastante... Tomara que vocês (e a pessoa) gostem:
Medo do escuro
Meu rapaz, você se perdeu no quarteirão
No mesmo em que você viveu seus poucos anos de vida
Seguiu as pistas erradas, ouviu os absurdos
Meu rapaz, você fez besteira aonde não devia
Vacilou aonde não podia, como pôde se equivocar desse modo
Ninguém lhe alertou do medo do escuro
Tão cego, mergulhado em sua própria empolgação
Se decepcionou ao fazer ele mesmo, a triste constatação
Não amor que te deixe vivo, não há amor que te mantenha são
Meu rapaz, você deixou pegadas e ninguém sabia
Alguém chegou a alertar, mas você não ouvia
Abra seus olhos na hora de entrar órbita
Meu rapaz, você pôs marcas que ninguém descobriria
Ela só revelou o ocorrido há poucos dias
Vocês, ensandecidos, nem perceberam a armadilha, tão próxima
Tão bêbado, afogado na própria paixão
Sem saber, preparava o terreno para as vacas magras da próxima estação
Toda mulher te faz de ridículo, toda mulher te faz sair do chão
Tão cego, mergulhado em sua própria empolgação
Se decepcionou ao fazer ele mesmo, a triste constatação
Toda mulher te faz de ridículo, toda mulher te faz sair do chão
Tão bêbado, afogado na própria paixão
Sem saber, preparava o terreno para as vacas magras da próxima estação
Não amor que te deixe vivo, não há amor que te mantenha são
* Ficou bacana, né? Fui eu que escrevi!! :- )

EDUARDO OLIVEIRA [1:52 AM]
"Maybe tomorrow
I'll find my way home"
(Jones)
Stereophonics, "Maybe tomorrow"
* Numa segunda-feira aí qualquer, no auge do ócio ocasionado pela greve, tive o inusitado insight de, mais uma vez (como faço uma vez na vida e outra na morte), re-re-re-re-refolhear minhas revistas em quadrinhos.
* Para os mais desavisados (quem serão?), desde que eu tinha uns 5 ou 6 anos, gosto bastante de ler comics, os chamados quadrinhos norte-americanos. Aqueles mesmos que andam migrando pro cinema agora: X-men, Homem-Aranha, Capitão América, Hulk e similares. Antes que alguém pergunte, não curto muito mangás não.
* Lembro com bastante nostalgia quando míseros dois ou três reais me deixavam satisfeitíssimo. Com essa quantia, eu podia ir em qualquer banca medíocre e fazer a festa!. Não sei se vocês sacam, mas assim como tem, sei lá, lugares bacanas e outros ruins para passear, para quem coleciona qualquer tipo de revistas há as bancas excelentes, bacanas, razoáveis, medianas e paupérrimas.
* Só pra dar uma noção pra vocês, a banca do ICHL é ótima (possui grande diversidade de títulos, tipos de revistas separadas por 'seções', vendedores que sabem de que revistas você tá falando, várias bugingangas de papelaria e livros aqui e acolá. Além disso, o pessoal deixa você folhear as revistas quietinho- ponto importantíssimo!). A do mini-campus é meio que o oposto (um banquinho, movelzinho, sei lá o que é aquilo, segura as revistas- e elas ficam presas por fiozinhos que aumentam a probabilidade da coitada ser amassada, rasgada, dobrada, etc. As revistas geralmente tão defasadas (você tá em agosto e lá só encontra a edição de maio, junho...).
* Acho justo revelar que quase não frequento a banca do mini-campus. E, nas poucas andadas que tive por lá, encontrei a banca nesse estado, e não faço nem questão de visitá-la. Se fui injusto, por favor, tragam argumentos consistentes para defendê-la.
* A banca do ICHL só não é 'A banca' por causa do atraso no recebimento de algumas revistas (já tive que comprar a Trip, a Frente!, Quarteto Fantástico e Capitão Marvel em outros lugares, já que havia visto-as em toda a Manaus e lá, pertinho da minha sala, não chegava. Será a questão da distância?)
* Pois bem, depois que a gente cresce algumas outras prioridades mais urgentes reclamam nossos trocaditos: , xerox(es) da facu, namorada(s), balada(s), empréstimo(s) a alma(s) mais necessitadas, reparo(s) e gasolina do(s) carro(s), livro(s), cd's (um monte deles!), etc. e etc.
* Em virtude disso, hoje compro pouquíssima coisa de comics. Regularmente, só a já citada Quarteto Fantástico e Capitão Marvel.
* Então, nossos companheiros de aventura devem esperar: há milhões de coisas para serem resolvidas antes de acompanhá-los, na enésima vez, na salvação do mundo (ou do universo, da galáxia, etc...).
* Em áureos tempos, eu sabia de cor todos os personagens, vilões, bases secretas, armas e esse tipo de coisa. Hoje, minha memória de pós-adolescente tem que ficar catando, relendo, se coçando pra entender quem é o fulano de tal, que parece já ter enfrentado os X-men trilhares de vezes (o que eu tava fazendo que não li isso?)
* De qualquer modo, ler e reler as minhas revistas é um passeio saborosíssimo por algumas das lembranças mais legais da minha infância, adolescência (e pré). Há exemplares que eu bato o olho e sei onde comprei, quem me vendeu, o que acontece na história... quando não lembro de aniversários, festas, reuniões e outros aglomerados, em que todos os meus irmãos/primos/amigos comiam, se divertiam e suavam, e minha única preocupação era com a preservação da Galáxia da Casa do Caraleo!
* Aúreos tempos aqueles. Eu era bem, bem inocente... e naquele tempo é que as coisas eram realmente legais.

EDUARDO OLIVEIRA [2:49 PM]
"Se eu pedisse pra você guardar um segredo
Onde você guardaria?"
(Alvin L./Dinho Ouro Preto)
Capital Inicial, "1999"
* Acabou de dar um pau meio louco aqui no blogger...um post meu do dia 22/09 foi completamente apagado da existência... sem embaraços, agradeço aos comentários da Irviane e do Osimar e republico a ilustração (muito bonita e criativa, achei) do signo de gêmeos... Se cuidem.
* Preta Gil na TRIP?!?!?! Quase boicoto uma das minhas revistas preferidas por causa da filha do ministro... mas vamos lá, tomara que o estrago não seja (tão) grande...
* Charles Bronson morreu. Agora falta o resto: Steven Seagal. Chuck Norris. Dolph Lundgren. Marc Dacascos. Pra mim, já tá de bom tamanho até aí.

EDUARDO OLIVEIRA [2:30 PM]
"Ready Or Not, Here I Come, You Can't Hide
Gonna Find You and Take it Slowly
Ready Or Not, Here I Come, You Can't Hide
Gonna Find You and Make you want me"
(Bell/Hart/Hill/Jean/Michel)
The Fugees, "Ready or not"
Só para constar:
* De última hora, mas eu tava lá: Charlie Perfume no Aos Vivos, última sexta (05/09). O show foi ótimo, e o ambiente tava legal também. Foi mais legal porque deu pra encontrar um pessoal muito gente boa, inclusive da faculdade... sabe como é, show da Charlie Perfume, no bar da Romyne, jornalista... só dá mente pensante (de verdade). Há tempos não ia a um programa assim. Foi legal mesmo!!
* Segundona sempre é foda... mas pelo menos tem a boa notícia: dia 22 voltam as aulas. Confirmado!!
* Logo logo vou "linkar" (ô estrangeirismo escroto!!) dois blogs bem legais. Esperem que vem coisa fina por aí...
* Hoje, no trabalho, na hora de fazer umas colagens, tive que lidar com uma cola que faz tempo não era usada. Aí ficou aquela crosta por dentro e por fora da tampa, que não deixava a cola sair. Tive que fazer uma intervenção cirúrgica na tampa: usei faca, fósforo, chave... levei uns vinte minutos pra concluir o serviço. Quando terminei, nem precisavam mais da cola. A camada de cola seca era tanta... pensei logo que ali o negócio tava mais protegido que muita camisinha, hehehe...
* Na hora do aperto mais crítico, pensei: pô, a gente estuda anos, se mata pra saber de certas coisas, se cercar das melhores referências, pra conseguir um trabalho... e eu, triste refém de uma tampa de cola!! O destino consegue ser tão irônico, às vezes...
* Podem chiar, falar mal, detonar os caras, que eu não me importo: em outubro 'Como são vocês?', novo disco de inéditas dos Titãs, chega às lojas. Podem até dizer que hoje os caras são uma sombra borrada dos que eles já foram um dia... fã é fã e não se discute.
* Cuidem de sua sáude mental: não deixem a mediocridade contaminar vocês!

EDUARDO OLIVEIRA [3:55 PM]