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Segunda-feira, Outubro 17, 2005 :::
 
¿Amaralina vinha de lá
Lágrimas de assustar derramava ela
A assombração a piar
Naquela sentinela via assoviar
Sopro cor de anilina de cor que não se via
Via Amaralina
A tal menina de águas revirar
De fogo ia criar
De luz uma passarela
Lá da janela
Cor de anilina
Cor que não se via
Via Amaralina

Cor de anilina de cor que não se via via Amaralina¿

(Karina Buhr)
Comadre Fulozinha, ¿Amaralina¿

* Cara, viver sem Internet em casa é um lixo. É incrível como essas coisas tecnológicas acabam te seduzindo de modo assustador. Hoje em dia, imaginar um mês sem MSN, sem Orkut, sem fotologs e sem e-mails chega a ser desesperador. É um vício, uma necessidade que te ganha de um modo sujo, muito sujo: te deixa supostamente livre para ver, ouvir, conhecer, se informar sobre o que ou quem você quiser. Mas o jogo não é esse, simplesmente. A Internet, de um modo geral, te ilude com uma pretensa e primária ¿interatividade¿, mas ela te deixa tão abobalhado quando se dizia que a televisão fazia ou ainda faz com nossas crianças (na época em que a tevê era a vilã, nós éramos as crianças, lembram?). Pois sim, é incrível como uma fábrica de possibilidades (com a Internet, alguma coisa sempre poderá, será, viverá, mudará, transformará, caminhará, dizem os estudiosos) na verdade é um grande conglomerado de lojas, marcas, grifes e estampas buscando sua atenção. A Internet é, na verdade, um mega-hiper-ultra-gigantesco shopping center virtual. Quando você abre qualquer página, sempre há algo que mexe, que pula, que sobre, que toca... e pipocam descontos, promoções, fretes grátis, etc. Antes de tudo, que fique claro desde já, função da Internet é atrapalhar. Namoro, trabalho, convivência familiar, estudo, estilo de vida saudável, entre outros. Não interessa o quê, essa entidade magnânima que facilitou a vida de onze entre dez pessoas desde que veio à luz, só existe pra aumentar o desconforto e a sensação de impotência que sentimentos diante de tanta informação esfregando o rabo na nossa cara. Se antes já precisávamos de paciência de monge para suportar as milhares de coisas das quais não somos capazes de dar conta, de estar cientes e do tresloucado e incontrolável fluxo de informações que gira o globo em milésimos de segundo, neste século XXI vamos precisar de mais mecanismos psicológicos para aprender a lidar com a frustração, a decepção e a sensação eterna de corre-atrás que, mais do que nunca, se insere em nosso meio social. É possível ser feliz assim? Considerando que a felicidade é nada mais nada menos que um estado de plena realização pessoal, acho que não. Afinal, vivemos num período moldado pra frustrar pessoas, para decepcioná-las, para intrigá-las e promover sua curiosidade. Mas sim, voltando a Internet ¿ é muito constrangedor digitar sua senha do Orkut e os caras quererem saber se você quer unir seus dados do Orkut aos do Gmail num único bando de dados. Porra, neguin, eu não pedi nada disso. Eu não queria pôr meus dados e minhas informações à disposição de vocês, meninos novos-ricos do Google, não queria me sentir tão despreparado e incapaz desse jeito. Isso que vocês tão fazendo é sacanagem, é injustiça, é quase uma violência. Falando em violência, pensem nisso: hoje em dia, as maiores violações que a gente sofre estão no campo ideológico ¿ são conglomerados de comunicação e informação se unindo e levando juntos o teu RG, CPF, o nome do teu filho, tua renda mensal... coisa que nem teu pai sabe! É o Lula dizendo que não sabia nada do Mensalão (como assim, pergunto eu?) é a palhaçada do referendo (que eu, muito ingenuamente, defensor dos direitos humanos, otimista convicto, mais ou menos católico direi ¿sim¿ para proibir comércio das armas de fogo no País), que na minha mais benevolente hipótese, irá demorar uns cinco anos pra surtir algum efeito prático.... e, calma lá, a Veja incitando uma paranóia desvairada e sem propósito algum em sua capa ¿ só pra ficar num exemplo recente e de fácil recordação. Isso tudo só pra dizer o quanto eu odeio ficar sem Internet...

* Retomando: viver sem Internet em casa é um lixo!




::: expelido por EDUARDO OLIVEIRA às 9:50 PM


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Sexta-feira, Outubro 07, 2005 :::
 
"Fez-se mar
Sem ar no meu penar
Demora não, demora não

Vai ver, o acaso entregou
Alguém pra lhe dizer
O que qualquer dirá
Parece que o amor chegou aí
Eu não estava lá, mas eu vi

Clareira no tempo
Cadeia das horas
Eu meço no vento
O passo de agora
E o próximo instante, eu sei, é quase lá
Peço não saber até você voltar, ah... "

(Marcelo Camelo)
Los Hermanos, 'Fez-se Mar'

* I've got a new job!

* Lá, toca "Dancing Queen", do Abba, para os meninos voltarem para a sala de aula.

* U-hú!

* Surreal!

* Na minha época de aluno, tocava uma versão orquestrada de "Satisfaction", dos Rolling Stones. Com violino, violoncelo,
trompetes..

* U-hú!

* Surreal!

::: expelido por EDUARDO OLIVEIRA às 6:28 PM


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