Sábado, Abril 08, 2006 :::
"Eu não nasci sabendo
Como me arrepender
Eu aprendi vivendo
Amando até doer"
(Marina Lima/ Alvin L.)
Marina Lima, 'A não ser você'
Hoje estou a fim de soltar fragmentos:
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* Sair de casa tem se tornado uma experiência insana, porque é tanta coisa chamando a atenção, saltando aos olhos, pedindo urgência e querendo resposta que é humanamente impossível dar conta de tudo isso. Vivemos numa sociedade que te exige respostas rápidas, simples, que não te dá o mínimo de condição para pensar e refletir sobre o fluxo de coisas que vai e volta durante o teu dia.
* Como resposta, acho que a maioria das pessoas se torna angustiada, nervosa, apressada, envelhecida precocemente. Diria mais: diria que essa falta de tempo e disposição gera pessoas simplistas, egocêntricas, sem preparo para fruir a apreciar o diferente, o novo, o espontâneo e humano.
* Na verdade, são pessoas que não sabem fazer nada além de surfar as ondas boas e ruins de uma eterna, excludente e superficialíssima egotrip.
* Um dia low profile na vida desses sujeitos já faria uma diferença danada.
* Pobre é a vida cujas maiores preocupações são prazos, preços e orçamentos.
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* Compreendo que, muitas vezes, procuro nas entrelinhas do meu discurso as respostas para as incoerências, as ambigüidades, os paradoxos dos outros.
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* É uma verdadeira compulsão. Redijo relatórios em todos os meus trabalhos, tiro fotos alucinadamente, tenho um diário e anoto coisas diversas em post-its e bilhetinhos variados (citações interessantes, idéias para novos projetos, nomes de pessoas, livros para procurar depois, coisas para fazer, lista de compras, cálculo de despesas mensais, guardo váárias notas fiscais e recibos).
* Anoto tudo.
::: expelido por EDUARDO OLIVEIRA às 5:09 PM
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