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Somatize


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Quinta-feira, Setembro 06, 2007 :::
 
"Mas com tanta informação
Eu já não sei de nada
A TV se transforma em mim
O mundo está vendo o que se passa
Sonhei que falava inglês
Agora já não sei mais.

Navegando na contra informação
Pelo sim e pelo não
Navegando na contra informação"

(China)
China, 'Contra-informação'

* Galera, nada mais tem me comovido recentemente quanto este retorno à blogosfera.

* Não sei se todo mundo está ciente, mas nos últimos anos passei pela colação de grau, mudança de casa, de emprego, de estilo de vida – casei e tive uma filha, não necessariamente nesta ordem – e acabei deixando meio ao léu este espaço querido. Meu primeiro blog durou um ano e pouco e este somatize deve ter por baixo dois anos e blaus. Outro do qual participei (sucupiras.blogger.com.br), continua a todo vapor, mas antes era alimentado por um colegiado de amigos e hoje é quase um diário pessoal de uma cara muito considerado, o Ricardo, que foi e voltou: e hoje mora novamente na rua de mesmo nome lá no Kyssia.

* Uma das coisas que mais impressiona desde esse tempo para cá é que várias pessoas, na crista da onde ou não, aderiram aos blogs e fotologs. Se na época houve quem me achincalhasse por estar escrevendo num blog – coisa que ninguém em são consciência faria ou leria (alô alô Mr. Egle!) – hoje quase todo mundo tem um destes. Na época, somente o então colega de faculdade Tadeu Melo, puta escritor, tinha um destes. Só por aí, você já imagina a diferença entre o blog dele o meu...

* Talvez por decorrência das próprias questões que nos levam ao jornalismo e à comunicação, diversos colegas abriram os seus e investiram nesta ferramenta, como a Betsy Bell e o Raimundo Holanda, por exemplo. Outros, como eu, preferem gastar letras como válvula de escape, jogando por aqui aquilo que não cabe em seu veículo empregatício (sacou sacou?). Afinal, o Ricardo Noblat quebrou um puta paradigma quando aproximou o blog do jornalismo, né? – e por favor, vamos deixar para a Academia as discussões teóricas.

* Fora o fato de que os relacionamentos cibernéticos hoje em dia variam de acordo com o gosto do cliente: veja MySpace, Orkut e por aí vai... invista onde achar melhor, né?

* O que havia ocorrido, na verdade, é que meu acesso à Internet ficou mais dificultado – nem tenho computador em casa ainda, a bem da verdade – e por isso fui deixando a atividade bloguística de lado. Mas ainda me emociona ver o quanto é importante, até para a própria saúde mental da pessoa, ter um lugar onde você possa chamar de seu. A sorte é que, no jornal onde trabalho, o pessoal do suporte ainda não descobriu que as ferramentas de blogs – blogger, blogspot e wordpress, por exemplo - não estão bloqueadas. E já cometeram esta violência com o MSN, Orkut e o Gmail (Pode?).

* Recentemente, tenho molhado os pés com blogs novamente aos pouquinhos. E tenho ficado realmente comovido, porque você acaba, sem querer, re-encontrando velhos amigos, sentindo a falta de uns outros e vendo como tudo era mais fácil – principalmente porque eu ainda morava com meus pais, passava altas madrugadas na Internet baixando tudo quanto é tipo de besteira (até o vídeo da Paris Hilton, Jesus!) e me iludindo, achando que coisas como o vazamento de um disco do Radiohead (foi o Kid A, em 2000) eram questões cruciais para a vida terrena. Bom até hoje tem quem ache isso...

* Mas imagina, hoje eu tenho que fazer contas para dar conta de comprar as fraldas da minha filha e aquele álbum luxuoso do Monstro do Pântano lançado pela Pixel (a gente não larga certos vícios, né?).

* Então, estou lendo alguns blogs, inclusive de colegas, para saber o que ainda vale a pena falar – já que para quem mexe com Internet pouca coisa está fora do alcance.

* Volto logo se o pessoal do suporte não me descobrir...


::: expelido por EDUARDO OLIVEIRA às 5:22 PM


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