Sábado, Dezembro 22, 2007 :::
“Eu sou bom de cama, sei fazer café
E ninguém reclama do meu cafuné
Mas... artista é o caralho, é o caralho!
Eu sou bom de bola, jogo com calor
Canto na viola sempre com amor
Mas... artista é o caralho, é o caralho!
Canto no banheiro sem vacilação
Já ganhei dinheiro na televisão
Mas... artista é o caralho, é o caralho!
Gosto de cinema, gosto de dançar
De fazer poemas em papel de bar
Mas... artista é o caralho, é o caralho!
Já entrei na lista de uma tal mulher
Que é capoeirista e tem samba no pé
Mas... artista é o caralho, é o caralho!”
(Nelson Jacobina/ Rubinho Jacobina)
Rubinho e Força Bruta, “Artista é o caralho”
* Bom, é Natal.
* É incrível como as coisas mudam de perspectiva com o passar do tempo. Atualmente, não sinto a menor vontade de sentir ou vivenciar o espírito natalino. A bem da verdade, não tenho muito tempo também. Pra vocês terem uma idéia, a árvore de Natal só apareceu lá por casa agora, pelo dia 20, quando minha esposa – urgh, palavra forte – resolveu montar. Eu mesmo não tive a menor paciência e fiquei meio sentido uns (poucos) dias, porque todo mundo já estava montando a árvore desde o início de novembro. Mas não achei que alguém fosse morrer ou curtir menos a data por conta de uma árvore de Natal guardada na caixa. Vale lembrar também que a minha filha de dois anos adora se pendurar e mexer nas coisas, de modo que não seria muito inteligente montar a árvore com ela passeando para lá e para cá com toda a energia que somente as pessoas de dois anos têm.
* Também tenho achado cada vez mais ridículo o argumento de que o Natal é uma data comercial. Só eu ouço isso há vinte e poucos anos e pra mim já deu. Vamos mudar o disco né? Acho que dizem isso porque, com o 13º aí, todo mundo fica com vontade de comprar presentes uns pros outros. Eu, particularmente, só tenho vontade de comprar presentes pra Paula e pra Beatriz. Gosto de dar presentes pros meus pais e irmãos também, mas aí dá mais trabalho para descobrir o que eles poderiam curtir e me dá uma preguiça de procurar que eu acabo desistindo da idéia. E, apesar do período ser comercial, não faz mais comprar uma lembrancinhas aqui e ali, né? Eu não quero gastar, mas gosto de fazer um agrado para as pessoas. Acho que eu posso...
* E, após mil anos sem a mínima vontade de pisar numa missa, me bateu a vontade de assistir a uma missa de Natal para relembrar como é. Só lembro mesmo que geralmente a celebração é beeem mais bonita e mais demorada também, em torno de duas horas. E isso porque eu trabalho num colégio católico, lembrem-se.
* Trabalho em dois locais bem legais e adoro o que faço, mas a minha mãe diz que só me vê reclamando. Ele diz “sentir” que eu não sou muito feliz. “Quando a gente gosta do nosso trabalho, meu filho, a gente quer ficar lá, conversar com os colegas, sair com eles, conviver. Não vejo você correr atrás disso”. Inocente, essa minha mãe. Ela fala isso porque não percebe o lado negro do jornalismo feito nesse país, hauhauhauahuha...
* E eu só vou participar de um único amigo oculto, porque demorei para perceber que era uma roubada.
::: expelido por EDUARDO OLIVEIRA às 6:24 PM
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