Quinta-feira, Junho 19, 2008 :::
Uma tarde em Paris
Chegamos hoje em Parintins, para iniciar a cobertura com o caderno especial de A Crítica. Nos puseram num horário filho da puta (viajar às 6h30 da manhã, vê se pode!), mas a viagem foi tranqüila e bem rápida – é menos de uma hora de Manaus para cá.
O que salvou foi o clima de confraternização entre a equipe. Hoje chegaram sete pessoas e amanhã vem o resto. Ao que tudo indica, o clima de trabalho vai ser meio devagar até sábado, mas no domingo a coisa muda de figura e o Festival começa “pra valer”, por assim dizer. Mas até agora temos falado muita besteira. O Júlio Ventilari é muito engraçado e fala muita merda, do mais baixo nível. Vamos combinar: é difícil não ficar bem humorado falando bobagem comendo uma matrinchã debaixo de uma árvore na beira do Rio Amazonas sob uma tarde ensolarada, né?
Celso passou o dia montando a redação – ligando computadores, estabelecendo conexões de rede, verificando a velocidade da conexão com a Internet... mas tudo deve ficar pronto nesta sexta de manhã. Tem uma janela enorme onde bate um sol lascado e o ar condicionado dá mostras de que não vai segurar a onda quando o corre-corre começar. Mas enfim, o trabalho está rolando. De manhãzinha, fizemos um tour pela cidade, conhecendo os bares, boates e inferninhos parintinenses, após deixar as malas na casa onde ficaremos. Até segunda ordem, os três quartos ficaram divididos assim: os veados, os machos e as meninas. Justo, né? Ainda tem a sala e a área externa que podem ser utilizadas por quem se amarra.
Mas, na boa, o mais duro não é o trabalho, que promete ser ótimo. É ficar doze dias longe da minha princesinha e quase um mês sem ver a Paula. Nunca ficamos tanto tempo sem nos ver e isso me aperta o coração, admito. Mas enfim, não serão as primeiras nem últimas viagens que faremos separados, espero. Então vamos tocando a bola pra frente.
Até agora, tenho duas matérias: destrinchar a cobertura que a Band vai fazer dos bois (tou pagando pra ver se vai prestar, tenho que admitir!) e falar sobre a palminha, um instrumento utilizado pela batucadas dos bois que ninguém conhece – nem eu, pra ser bem sincero. Foi meu editor que cantou essa pedra. É que a palminha são duas pequenas ripas de madeira que o povo toca batendo palmas mesmo. Parece tão sem graça que só os velhinhos do boi que tocam essa parada. Mas ainda não falei com ninguém, então posso estar especulando à esmo. Mas que parece ser uó, isso parece, né?
Até agora só pensei em trabalho. Quando a noite chegar, as festas pipocarem, os papos rolarem... sabe Deus, né? Fui.
::: expelido por EDUARDO OLIVEIRA às 4:34 PM
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